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Escolher. O verbo que muda tudo!

12 de out.
1 min de leitura

 

Durante anos achei que escolhia.

Reconheço agora que não escolhia.

Executava. Cumpria. Adaptava. Reagia.

Chamava-lhe escolha para não ter de admitir que tinha medo.

 

Há uma diferença enorme entre duas coisas que parecem iguais.

Fazer o que é esperado de nós.

Fazer o que é nosso.

As duas têm o mesmo aspeto por fora, têm consequências, exigem energia.

Mas uma alimenta-nos. E a outra esgota-nos.

Durante muito tempo não soube distinguir uma da outra.

 

Houve um dia em que percebi.

Não foi um momento dramático, não foi uma crise, não foi uma perda.

Foi uma tarde qualquer em que olhei para o que tinha construído e vez de perguntar:

Teria escolhido realmente isto?

Fiz outras perguntas: "Fiz bem em construir isto?","valeu a pena?", "estou satisfeito?".

 

A nuance muda tudo.

 

Escolher de verdade tem um custo.

O custo é a responsabilidade.

Quando cumprimos o que nos é pedido, a responsabilidade é partilhada. Se corre mal, há causas externas:  havia pressão, as circunstâncias não ajudaram, as pessoas à minha volta não perceberam, etc.

 

Quando escolhemos de verdade, a responsabilidade é só nossa.

Isso assusta.

Por isso tanta gente não escolhe.

Por isso eu não escolhi durante tanto tempo.

 

A Teoria da Permissão não é sobre conceder-nos o direito de fazer o que queremos.

É mais simples e, ao mesmo tempo, mais difícil.

É perceber que só nós podemos autorizar a nossa própria vida.

Mais ninguém tem essa chave.

Nunca teve.

 

Em dezembro, o livro será publicado e este tema terá um capítulo próprio.

Na próxima semana: o que acontece depois de escolher. O que é agir com intenção quando o medo continua presente.


 

 

 

 
 
 

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