top of page

O que acontece quando começas a questionar

3 de out.
2 min de leitura



Durante anos não questionei nada, ou questionei verdadeiramente pouco.

Não por falta de inteligência (creio). Não por falta de curiosidade.

Acredito que foi por "medo".

Há perguntas que aprendemos a não fazer. Não porque sejam proibidas. Porque aprendemos, de mil formas diferentes, que algumas perguntas têm um preço.

O preço é o desconforto.

O desconforto de descobrir que o que acreditavas ser teu, afinal não era. Era emprestado.

Sai do exército. Entrei no mundo dos negócios. Construí. Vendi. Cresci. Perdi. Caí e recomecei

E em nenhum desses momentos parei para perguntar:

É realmente isto que quero? Ou é o que aprendi a querer?

A diferença parece pequena.

Não é.

Uma vida construída sobre o que querem de nós parece uma vida. Tem forma. Tem conteúdo. Tem ritmo.

Mas tem uma falha, pequena, quase invisível, até ao dia em que se torna incómoda.

Questionar não é rejeitar.

Demorei bastante tempo a perceber.

Quando comecei a fazer perguntas que nunca tinha feito, senti que estava, a desmontar, a perder o controle, a destruir o que levou muito tempo a construir.

Estava errado.

Questionar é o primeiro ato de construção real.

Não se constrói nada de verdade sobre fundações que nunca foram examinadas.

Nada.

A pergunta mais difícil não é "O que quero?"

É: "O que é meu?"

O que é meu e que construí? O que escolhi de verdade? O que ficou por escolher?

Não é uma pergunta confortável, mas é a mais acertada.


Em dezembro, o livro chega às livrarias e aí aparecem mais respostas.


Na próxima semana, vou desvendar mais um capítulo: o que significa escolher de verdade, quando finalmente percebes que podias ter escolhido de outra forma.

 
 
 

Comentários


bottom of page